Crise e inflação em período de pandemia cortam ganho real dos trabalhadores

29 de janeiro de 2021

Alguns dos maiores efeitos da crise econômica oriunda da pandemia estão sendo sentidos pelos trabalhadores. De acordo com dados do Salariômetro, levantamento realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), os profissionais não receberam qualquer ganho real nos salários negociados em 2020.

Os dados apontam que o reajuste salarial médio da classe trabalhadora ficou em 3,5% durante o ano passado. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), também foi registrado na casa de 3,5%. Como o INPC é usado para calcular o preço médio necessário para comprar um conjunto de bens de consumo e serviços num país, na prática, o trabalhador não obteve qualquer aumento real.

Para efeito de comparação, em 2019, o reajuste salarial médio foi 4%, enquanto o INPC médio fechou o ano em 3,7%. Desta forma, em 2019, foi registrado um pequeno ganho real de 0,3%.

A inflação também contribuiu para a redução do poder de compra do trabalhador. O reajuste do salário mínimo anunciado pelo governo de 5.26% (de R$ 1.045,00 para R$1.100,00) não cobriu a alta da inflação, que fechou 2020 5,45%.

Fonte: Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas 

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