Bancários continuam com dificuldades para negociar com Santander

16 de julho de 2020

Trabalhadores bancários seguem em uma verdadeira batalha contra o Santander para garantir seus direitos. Na última semana, as partes tentaram uma negociação – porém, novamente, não chegaram a um acordo.

O Santander apresentou sua proposta de banco de horas negativo, que previa a anistia de 10% das horas devidas, começando a contar em 1º de abril e com 18 meses para compensar. No entanto, os trabalhadores reivindicam que sejam abonadas as horas de março e abril, contando somente a partir de 1º de maio, com 12 meses para compensar o restante, além de abono do que não for compensado neste período.

Outra discordância ficou por conta do programa “Motor de Vendas”, defendido pelo Santander. Segundo a instituição, o programa de performance teria a função de “incentivar os funcionários na entrega de metas diárias”. A proposta é alvo de diversas reclamações dos trabalhadores bancários, que se sentem assediados com o clima interno de pressão, pois haveria uma sobrecarga de trabalho ao se tentar adicionar metas diárias às, já existentes, metas mensais.

Diante de todos estes impasses, o banco se comprometeu a rever e apresentar uma nova proposta nas próximas semanas.

Bancários definem estratégias

Na última terça-feira (14/07), trabalhadores bancários do Santander se reuniram por videoconferência para debater as condições de trabalho e traçar os próximos passos na negociação com o banco. Além disso, foram definidas as pautas que serão levadas para a Conferência Nacional dos Bancários, que será realizada de forma virtual na próxima sexta-feira (17) e sábado (18).

Fonte: SEEB Santos e Região

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