Nível de ocupação no Brasil é o menor em quase 30 anos devido à COVID-19

26 de novembro de 2020

A chegada do novo coronavírus no Brasil afetou brutalmente o mercado de trabalho, inclusive o nível de ocupação no país, que demonstrou o menor índice em 28 anos. Responsável por calcular a proporção de pessoas empregadas com idade para trabalhar, esse nível é o pior desde 1992, quando alcançou a marca de 60,1%. Em agosto de 2020, o índice apontou 46,8%, o mais baixo desde então.

Isso ocorreu devido à pandemia da COVID-19, momento em que muitos trabalhadores encontraram-se em situações difíceis e repentinas de desemprego. De acordo com a Pnad, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, foram apontados 12 milhões a menos de postos de trabalho em menos de um ano, no mercado formal e informal. Com esse alto índice de desemprego devido à pandemia do coronavírus, o nível de ocupação apresentou uma queda brutal. O IBGE aponta, através da sua metodologia de cálculo que, de cada 100 brasileiros em idade de trabalhar, aproximadamente 47 estão trabalhando.

Além da causa aparente, a COVID-19, especialistas apontam que já existia uma tendência de queda no nível de ocupação devido ao aumento de pessoas em idade de trabalhar, sem que as oportunidades de emprego acompanhassem este número.

Os setores mais prejudicados pela pandemia, foram os ligados a prestação de serviços, devido à medida de isolamento social. Por isso, em maio desse ano, pela primeira vez na história o nível de ocupação esteve abaixo de 50%, significando que mais da metade da população com idade para trabalhar estava desempregada.

A crise da COVID-19 afetou trabalhadores informais, que representavam 5,8 milhões dos 7,8 milhões que perderam o emprego até maio de 2020. De acordo com as pesquisas feitas por gênero, cor ou raça, as mulheres e pessoas negras ou pardas foram proporcionalmente mais afetadas.

Com a abertura gradual da economia e mais pessoas na busca por emprego, pode-se esperar uma recuperação nos próximos meses. No entanto, ainda existem muitas incertezas, e essa melhoria caminha a passos curtos.

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