Pandemia aumenta efeitos negativos da reforma previdenciária sobre idosos

23 de julho de 2020

A Covid-19 é mais que um grande risco à saúde dos idosos. Dentre todos seus efeitos negativos, destaca-se também o crescimento da quantidade de pessoas com 60 anos ou mais que estão deixando a força de trabalho no Brasil.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 1,3 milhões de idosos perderam o emprego nos primeiros meses de 2020 – mais que o dobro do ano anterior. Há diversos fatores envolvidos nestes números, mas o crescimento considerável (foram 696 mil no mesmo período de 2019) já revela uma tendência, apesar destes números – que são os mais atualizados – representarem somente sua fase inicial.

O receio dos empregadores quanto à contratação de pessoas mais velhas enquanto não houver uma vacina, o alto custo para minimizar os riscos e até a decisão dos próprios idosos de ficarem em casa para diminuir as chances de contágio estão entre os principais fatores discutidos. Sem deixar de lado, é claro, o já conhecido preconceito de alguns setores para a contratação da chamada terceira idade.

Reforma da Previdência

Os números divulgados evidenciam outro problema grave. Aprovada em 2019, a Reforma da Previdência exige que idosos trabalhem até mais tarde para pode usufruir dos benefícios da aposentadoria. A reforma ainda encerra, de forma gradual, a aposentadoria por tempo de contribuição, que era de 35 anos para o homem e 30 anos para a mulher.

Diante disto tudo, o futuro fica incerto para os idosos, pois há cada vez menos oportunidades de trabalho e a aposentadoria é uma possibilidade cada vez mais distante.

Fonte: BBC Brasil

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